quinta-feira, 17 de maio de 2007

Felácio

O bimotor passou num rasante sobre o pasto. O piloto sentiu um frio na barriga, o prazer do risco. Estava com 58 anos, rico, casado, com filhos e netos. Ficou de saco cheio e resolveu esvaziá-lo curtindo seus prazeres mais secretos. A aviação era um deles.
- Tá gostando? - Perguntou Guilherme, do banco do co-piloto.
- Sim... - Fechou levemente os olhos. A sensação de voar se confundia com o prazer de estar ali, livre, fazendo o que gostava, finalmente sentindo-se autêntico.
Um solavanco. Abriu os olhos. Havia batido no topo de uma moita de bambu. O avião descontrolado ia se esborrachar no chão. Avistou uma estrada e embicou para lá.
Ainda teve a presença de espírito de tirar a boca do amante de seu pau antes de invadir a pista e espatifar a aeronave no asfalto. Seria humilhante se descobrissem que o acidente foi causado por um boquete aéreo.
***
Mariângela viu, de longe, o avião trombar com a moita de bambu. Apertou-se contra o banco do carro depois de conferir o cinto de segurança. Notou que o motorista não percebera a queda iminente.
O barulho e a bagunça causada pela queda do bimotor na pista contrária assustou o piloto. A carona, traiçoeiramente, gritou desesperada e puxou o volante. O carro desgovernou-se e trombou de frente contra o portão de uma casa.
Recobrando-se ligeira, Mariângela conferiu no pescoço do motorista se havia pulsação. Ele batera a cabeça violentamente no volante. Aquela foi a última vez que deu carona a desconhecidas.
Ela baixou a calça do sujeito e ali mesmo abocanhou o bilau. Sugou com força enquanto massageava o saco. Punhetou o pau uns segundos e de repente: porra. O morto gozou! A mulher engoliu tudo murmurando um cântico gótico. Seria a melhor de suas bruxarias, a mais potente.
- O néctar masculino de um morto recente! - Anunciou, imaginando se aquelas gotinhas de esperma realmente lhe dariam uma voz magicamente sedutora.
***
Ele levantou-se da cama coçando a bunda. A esposa viu a cena e imaginou por que se casara. Quando ele se virou e ela notou que ele ainda acordava excitado todos os dias mesmo aos 41 anos, lembrou-se do motivo.
- Você dormiu armado ou tá feliz em acordar ao meu lado? - gemeu, lânguida.
- É apenas tesão de mijo, esposa tarada! - Ele ria.
- Veremos. - Ela puxou a intumescência da cueca para si, descobriu o presente e aqueceu o falo do amado na boca suave e molhada. Deu umas lambidelas, umedeceu o membro e iniciou um trabalho violento. Sugou e masturbou com vontade. Enfiava até a garganta, depois voltava e chupava a cabeça enquanto massageava a base.
O marido, satisfeito, tinha ímpetos de prazer quase doloridos. Parecia que talvez virasse ao avesso através do pau.
- Ai, querida. - Afagou os cabelos da amada. - Assim você me mata! - Olhou o relógio. - Eu já devia estar saindo pro trabalho no portão de casa.
Um estrondo. Ela mordiscou de susto. Foram para a frente da casa enrolados no lençol. Um carro havia se estourado contra o portão.

9 comentários:

Giovanna Batini disse...

Meu caro, agradeço imensamente a visita e adorei passear por aqui e encontrar tantos textos bons! Vc tem toda a razão, alterei todo o blog, pode visitar , agora está mais nítido e bem organizado... Tinha abandonado o blog nos últimos meses, mas prometo que vou retomá-lo... Muito obrigada...

beijos de Madame

Jonatas disse...

Obrigado pela visita ao SM. Depois volto com mais calma

eduardo disse...

Que sorete. Texto interessante.

Pablo Pamplona disse...

hauahuahuah muito bom, muito bom!
abraços, camarada!

Amanda disse...

Lesgal aqui!

[ lu ] disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
[ lu ] disse...

Isso sim é 'morrer de prazer'.

Anônimo disse...

Olha so....adorei!
Prazer, Aimee.
Nao sou blogueira nem escrevo...ainda. Mas vc e uma de minha inspiracaoes. Visito o espaco ja faz um tempinho, mas nunca quis comentar. Agora voce ja sabe que sou uma fa.
Um beijo!

muta disse...

caraca, q doideira...

e aquela carona hein... :|

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