terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Sobre todas essas coisas


Sobre o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.


--- Leia aqui.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

livro Mão Branca de Giovani Iemini

já estou em contato com editoras. o Ronaldo Cagiano fez o prefácio, o Sérgio de Sá tá escrevendo a contracapa. o vavá tá fazendo as capas, que serão parecidas com as de baixo. que acham?


Sobre andar pela cidade, coceira e incongruência

Gosto de andar pela cidade

As coisas têm* mudado rápido. Carros já são estorvos em grandes cidades. Eu, que sempre preferi duas rodas (a bicicleta; a moto e, no futuro, a cadeira de rodas), descobri a terapia da trilha urbana.
Tenho perambulado para todos os cantos. Desisti do carro no dia-a-dia. Fico livre da preocupação com estacionamento, roubo, batida, furto de som, arranhão de flanelinha mafioso e outra infinidade de chateações, tudo pelo status de andar de carro (que, sintaxicamente, já é uma incongruência. Ou anda, ou roda no carro). A autonomia proporcionada pelo automóvel é ilusória, o motorista fica preso ao veículo.
Vi que sou um caminhante. Adoro andar. Tenho relaxado pelo aprazível boulevard W3 ao entardecer, de volta ao lar, enquanto aprecio o esplendoroso dégradé das árvores e a arquitetura do céu. Chega de trânsito.

---- leia o resto aqui.
--- ou na revista Nós Fora dos Eixos

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Sarau da Câmara

ontem fui ao sarau (!) do desafio de literatura. o coral da unb tocou umas peças e foi bem legal. o klotz ficou com o 3º lugar geral. meus contos não ganharam nada e o apresentador ainda errou meu nome. no fim, havia só um dedinho de vinho nos poucos copos servidos aos participantes. fui embora com sede.

----------

saiu o resultado do FAC 2008: fui indeferido, mas não esmoreci, vou impugnar um recurso. até chamei um advogado: meu pai.

domingo, 16 de novembro de 2008

antologia poética e pão e poesia


já contei que tô na antologia poética Valdeck Almeida de Jesus Nº 3 com a poesia Epitáfio? o livro é bacana, os autores são bem interessantes. A Me Morte tb tá lá. O mais legal, mesmo, é participar. valeu Valdeck.







--------------------------

já mostrei os sacos de pão do projeto PÃO E POESIA do poeta mineiro Diovvani Mendonça? é muito legal! poesia em qualquer lugar. tô lá com pedrada na testa.

que tal repetirmos em brasília essa idéia? ótima iniciativa, Diovvani (quase xará).

terça-feira, 11 de novembro de 2008

"literatura brasileira presta desserviço à leitura"

há, finalmente apareceu um macho nessa terra dominada por comadres literárias. o professor Felipe Pena, autor de "o analfabeto que passou no vestibular" (7 letras), fez uma crítica ácida no jornal O Globo ao que os doutores em letras chamam de literatura: "Os autores não estão preocupados com os leitores, mas apenas com a satisfação da vaidade intelectual. Escrevem para si mesmos e para um ínfimo público letrado, baseando as narrativas em jogos de linguagem que têm como único objetivo demonstrar uma suposta genialidade literária. Acreditam que são a reencarnação de James Joyce e fazem parte de uma estirpe iluminada. Por isso, consideram um desrespeito ao próprio currículo elaborar enredos ágeis, escritos com simplicidade e fluência. E depois reclamam que não são lidos. Não são lidos porque são chatos, herméticos e bestas. "
- hehehe, acaba com eles!

------------
como previ (pois vejo que sou pior escritor que desejava), meu conto O boné do meu pai não foi aprovado no concurso de crônicas astra. então tá.

------------

no post anterior, levantei meu incômodo com a forma de julgamento do BBB dos escritores de brasília (não estou desprestigiando o desafio, Marco, a alusão ao programa televisivo foi comentário do escritor Cristiano Deveras de goiânia e achei bem divertido). obviamente cada pessoa tem direito à opinião que desejar, contudo, a proposta era avaliar os escritores segundo os mais amplos critérios. não foi o que aconteceu, pois TODOS os jurados mostraram predileção pela prosa poética, pela alusão inspirada em detrimento do divertimento na leitura. Artur Adolfo e Washington Dourado, autores que prezam a história além da linguagem, tb foram eliminados de maneira desequilibrada, pois seus textos não mastigam os sentimentos. como a proposta era avaliar os diferentes tipos de textos, achei injusto o menosprezo por autores mais despretensiosos (e por isso muito mais interessantes - opinião minha).
em tempo: não estou cuspindo no prato que comi. pelo contrário, sempre me manifesto quando acho que as coisas podem melhorar.
o desafio dos escritores do núcleo de literatura da câmara, por conta disso, ficou bem parcial. na verdade, ficou parecido com todos os concursos que buscam os tais novos james joyces da literatura, esquecendo que para formar um gênio é preciso centenas de ordinários. como há esse DESSERVIÇO à leitura no brasil, que menospreza o simples prazer do texto, creio que não houve equilíbrio no desafio.

quem sabe no ano que vem eu aprenda a escrever, seja menos ácido, não escreva palavrões e ainda aprenda a fazer poesia. ai, sim, vou competir de igual para igual.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

ê dia ruim!

fui eliminado do "BBB dos escritores de Brasília". desde o começo fui considerado sem lirismo. meus contos não se encaixavam na visão poética dos jurados. tudo bem, pensei, não estava mesmo gostando do desafio. parece despeito, mas não é. meu gosto é realmente bem diferente. prefiro histórias simples e bem contadas que a metarfórica “grande literatura”, que, para mim, é intragável. no Brasil, adoram exaltar Guimarães Rosa e James Joyce, autores dos livros mais chatos que já li, ou melhor, que abandonei, eu tinha coisas mais legais para fazer, como brincar com meu peru. esquecem que o tesão da leitura passa, necessariamente, pelo prazer. nas obras-primas deles, por exemplo, é tanto blablablá sentimental, tanta necessidade em alterar a língua para parecer único, que o resultado é hermeticamente intelectualóide, ninguém os lê. isso mesmo: são chatos, mas são citados como mestres (?). por outro lado, Agatha Christie e Conan Doyle, estrangeiros de séculos passados, com histórias absolutamente fora da realidade brasileira, porém, bem contadas e interessantes, alcançam mais leitores que todos os pretensos gran literatos.
o que é literatura? se for, necessariamente, a arte como dos textos homo-eróticos de João Gilberto Noll, eu peço arrego. não quero fazer parte do grupo. porém, se houver espaço para a diversão, como relatou José Paulo Paes no ensaio "Por uma literatura brasileira de entretenimento (ou: o mordomo não é o único culpado)", dai continuarei na batalha, igual Rubem Fonseca e seu Mandrake. escrevo o que gosto de ler, serei único?
se sou mediano, pueril e quase infantil, desculpem minha limitação. é que li Alexandre Dumas e Cervantes demais, achando uma delícia, e deixei Clarice Lispector na estante, ela me cansa.
viva bukowski! e não encha meu saco Philip Roth.

--------------
fui ao sarau (eita coisa chata) no teatro goldoni para assistir a leitura das crônicas do parceiro Roberto Klotz. tava cheio, uns 60 carros, porém nenhuma pessoa "sobrando".
- é aqui... - perguntei.
- sim... - disse a gordinha na portaria. - mas já está cheio e NÃO POSSO abrir a porta para vc entrar.
tudo bem, pensei, a literatura já está prestigiada demais mesmo, além disso, a cultura de brasília não precisa de mais participação. quem sou eu para exigir penetrar num ambiente tão nobre.
- tentei, klotz... - resmunguei antes de girar nos calcanhares e voltar para meu sacrosanto lar. ao menos não me entediei assistindo outro sarau (se literatura fosse para ser celebrada em grupo, não seria escrita). - mas não avistaram no convite que BARRARIAM os atrasados. como sou pirracento, não volto mais às tais TERÇAS CRÔNICAS já que não querem minha presença.
que triste fim para algo que nem começou.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

tudo ao mesmo agora

acordei cedo e fui ao leilão da prf, sedento pelo controle do ronco duma moto, saudoso do vento no rosto. desde o rapto da silverfênix, nunca mais pilotei uma motoca.
sou motoqueiro, esse negócio de motociclista bacanão que segue todas as regras é coisa de tiozão marrento. eu avanço em corredor parado, subo calçada, estaciono a moto dentro da sua sala, se puder. mas não jogo lixo no chão nem engano ninguém. sou mais eu.
arrematei o lote Nº 47, uma cb450 1988 com dois alforjes de baú por 1/3 do preço do mercado. só assim para eu comprar outra moto, nesta dureza eterna em que vivo. ainda peguei um empréstimo no bb.
o atraso no leilão me impediu de nadar no defer na hora do almoço.
no serviço, de tarde, vi que o edital do fac 2008 foi publicado. belesma, tentarei outro projeto.
no final do dia, voltei a pé pela w3, relaxando entre carros e calçadas esburacadas, para compensar as calorias, afinal, comprei pão com cerveja para comemorar as boas novas. tudo junto, sempre. são os ciclos da força.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Músculo de Minhoca



hoje, em homenagem à I BIP, lanço o ebook de poesias Músculo de minhoca, com 27 textos arduamente resgatados do limbo internérdico para sustentar as estruturas fisiológicas do anelídio.

- "ele era um poeta triste, macambúzio e sorumbático."

espero que gostem.

baixe aqui.



para msgs particulares: escreva aqui.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

meu primeiro contrato

hoje assinei meu primeiro contrato. um cara me ligou e me chamou para comparecer à secretaria de cultura para a publicação do HISTÓRIAS DE MÃO BRANCA. cheguei, assinei, vi uns detalhes, sai. assim, sem glamour, sem champanha, dinheiro pro autor, então, nem pensar. hehehe. mas tá valendo.
aliás, tá valendo demais!
agora é terminar de fazer o livro, publicar, lançar, vender, ficar rico e comprar uma ilha no rio do inferno na enseada do morro de são paulo na bahia (hehehe). só alegria
e não parou por ai. de tarde, recebi o contrato com a editora scandar, para a publicação do bar do escritor. tá tudo quase pronto.

sábado, 30 de agosto de 2008

crônica astra

estou participando do concurso de crônicas astra, com a história O Boné. na verdade, seria O Boné do Meu Pai, mas como eu precisava encaixar tudão em 5000 caracteres, apertei até os dentes. hehehe.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

desafio dos escritores

começou hoje, em reunião no anexo IV da câmara dos deputados, o desafio dos escritores do núcleo de literatura espaço cultural da câmara, organizado pelo poeta Marco Antunes.
tb participam os parceiros Roberto Klotz e Larissa Marques, entre outros.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

sábado, 23 de agosto de 2008

ode à cachaça

Arde - doce fogo de cana
na garganta que aguarda
a coça danada
a pancada marvada

Arre - talho de faca
no peito
que arranha o sorriso
e arrasa a razão

Água ardente
que pinga (eterna)
o néctar em overdoses

Gostosa cachaça
que encanta e pirraça
Bebida dos deuses

terça-feira, 19 de agosto de 2008

atualização

novos contos, crônicas e poesias aqui no site.
confiram.