quinta-feira, 22 de novembro de 2007

bonde de elite: bandido ou traficante?


a sociedade (burguesa) brasileira está alarmada. assistiu Tropa de Elite e viu bandidos malvadões convivendo com os filhos. descobriu que são os próprios rebentos que financiam o tráfico de drogas.

- quem poderá nos defender? - Perguntou a dondoca dourada de bijouterias (para enganar futuros maridos ricos e/ou assaltantes).
Chapolin Colorado informou que condena a ação torturadora do Bope (um Doi-Codi modernizado). Sobrou para para a justiça brasileira, por isso, a vaca foi pro brejo e avisou que de lá não sai, pois "nesse pardiero, só bovino fica preso".

a dondoca, então, apelou aos políticos.

- Quantos tropas de elite serão necessárias para acabar a bandidagem?

nenhum quis responder, oras, por que dariam pistas sobre o auto-extermínio? contudo, os donos do poder lembraram-se muito bem da década de 1920 no EUA, em que a bebida alcólica foi proibida. o argumento? bem, diziam que era ruim para o povo. os oportunistas se uniram e iniciaram uma rota de tráfico. foi época da maior influência criminosa na política, essas organizações só se mantinham livres com o apoio das facções legislativas corruptas.

liberaram novamente o goró. o argumento? bem, diziam que não dava para reprimir. em contrapartida, resolveram proibir outros produtos que eram "ruins para o povo". um deles era a maconha, afinal, era perturbadora a disseminação da tal erva trazida por negros pobre entre os "americanos brancos e livres". o álcool, ao menos, seria controlado pelas grandes corporações, que contribuíam vultuosamente às campanhas políticas. a cannabis não traria lucro, portanto, era ruim.

o capitão nascimento, herói dos desinformados, atribui todos os problemas dos morros cariocas ao boyzinho que aperta um cigarrinho do capeta. esquece-se, entretanto, que o pai do boyzinho é um corrupto que contribui muito mais para a violência social através do desvio de verbas públicas. deixa de ver, também, o obtuso capitão, que sua batalha jamais terá resultado sem outras ações de Estado que corroborem a vontade de impedir que o dinheiro angariado por bandidos disfarçados de traficantes possa ser utilizado para o municiamente de máfias violentas. não basta prender, tem que haver uma estrutura para redirecionar a dinâmica entre traficantes, usuários e a indiferença social.

a dondoca, assustada, pois sabe que o filho faz "aviãozinho" para os amigos, ou seja, compra maconha no morro e repassa aos colegas, tem medo que ele seja confundido com um bandido. segundo ela, o filho é apenas viciado. pior mesmo era o pai do moleque, um verdadeiro canalha, que enchia a cara e dava na fuça da mulher. ela acha que deveriam saber diferenciar um drogado de bem de um bêbado do mal. ou um bandido assaltante sacana de um traficante aviãozinho tolo. "quem sabe um Cadastro Único? - bastaria pedir: mostre o CU..."

no fim, nossos chapolins colorados, os tolos comandantes que travam "guerras santas" contra contrabandistas de droas protegidos e apoiados pela conivência social, tentam limpar a sala escondendo a sujeira debaixo do tapete. não dá: já existem cadáveres demais e soluções de menos.

afinal, por que as drogas são proibidas mesmo?

impressão

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

bardoescritor.net

dia 20/11 tem www.bardoescritor.net com os ebooks do plunk e do wiskow, que editei. tem tb a HQ Sei Lá com o rafael pereira.
feríssimo!
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olhai a HQ! e os ebooks no bde:

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

fábula suicida

Janela, espelho meu

responda-me:

- se eu te saltar

fodeu?

.

do sapo que caiu do céu

repito o esculacho:

- afasta chão

senão me esborracho

.

então, após o salto

suicida fatal

virei pizza de asfalto

sem orégano e sal

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terminei o conto Pânico de Jet Ski - Mão Branca agindo em Fortaleza

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

sei lá - em HQ

(veja o conto Sei lá na íntegra)

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Fim de Era

gosto mais do calor. é bom para ir acostumando com o inferno. sim, segundo Al Gore, os níveis de monóxido de carbono já são suficientes para provocar uma alteração climática no padrão da última glaciação. o apocalipse para várias espécies. o provável extermínio da raça humana.

a temperatura atingiria 60 graus e a água seria escassa. a vegetação só sobreviveria em estufas. os mares se tornariam desertos e os céus, tomados por estática, descarregariam raios e tempestades na superfície em chamas. as pessoas morreriam aos milhões, bilhões. quem restasse se tornaria um zumbi, igualzinho aos filmes. perambulando sem esperança atrás de comida num mundo devastado. a mediocridade do homem finalmente venceria a natureza, mostrando-se como um vírus estúpido que assassina o hospedeiro e, consequentemente, dizima a própria geração.

muitos, como eu, sentem que o fim está próximo. é a falta de esperança, na verdade, que trás o sentimento de fim dos tempos, de falta de futuro. o conhecimento mundial das atrocidades que provocamos uns aos outros é premissa suficiente para desejar o sumiço destes primatas carecas. destruimos tudo ao redor e, não suficientes, guerreamos, além de nos dividirmos em grupos só para arranjarmos mais adversários para a batalha. uma hora essa carnificina terá que acabar, afinal, não haverá o que destruir.

já vejo zumbis andando entre nós. ainda são saudáveis e bem sucedidos, mas não passam de seres irracionais em busca de comida. hoje fez calor, ontem também. o lago da minha cidade está mais raso. li no jornal que planejam nova reunião sobre o protocolo de kyoto somente no próximo ano.

acredito mais num mundo pós-apocalíptico, com apenas um resquício nojento da nossa emporcalhada existência , que na possibilidade de regeneração da desg-raça humana.

obs.: se, então, descobrir que há algo além da morte, espero que não seja cíclica com infinitas reencarnações. seria um saco repetir os mesmos erros. caso as reencarnações aconteçam em diferentes níveis de existência, ainda assim acharei chata essa classificação em padrões. por fim, se descobrir que é um lugar maniqueísta como gostam os cristãos, desejarei ir para o inferno. é mais calor, sabe, do jeito que gosto. além do mais lá encontrarei meus ídolos, todos ateus, muitos anarquistas e a grande maioria roqueira.

que venham os mortos!

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Al Gore - ex-vice-presidente norte americano

que venham os mortos - música da banda paulista zumbis do espaço

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Momento final

no momento final

na hora serena

cerrarei os olhos

e, sorrindo, perguntarei:

- valeu a pena?

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

invadam-os, yankees


já me meti em briga alheia só para surrar o agressor. eu nada tinha com a treta, aliás, fujo delas, mas não aguênto ver opressão. sou um libertário por natureza, contudo aceito a ditadura da liberdade. se eu pude defender alguém, por que um país não pode invadir a soberania de outro em nome da sua visão de justiça?

- invadam-os, yankees! - grito, hoje, ao ver tropas norte-americanas desembarcando em algum lugar do mundo, tanto para manter sua maldita indústria bélica aquecida quanto para apregoar seus pretensos ideais democráticos.

qualquer guerra é estúpida, mas o que fazer se ela nos bate à porta? sou daqueles que dão um boi para não entrar numa briga... o resto é bem conhecido, e comum. ninguém gosta de brigar, mas apanhar é bem pior. se, por outro lado, somos capazes de imputar nossa vontade, o que nos impede de tentar fazer o que achamos certo?

- porém, a guerra santa islâmica é baseada no mesmo pensamento. - lembrou-me meu senso crítico.

sim, a diferença é que o pensamento muçulmano está aliado à religião, que é chauvinista, limitada e racista. qualquer religião é preconceituosa, aliás, pois há o princípio dos dogmas aceitos por fé ou temor à algum deus. então, é aceitável a intervenção de qualquer ideologia em ambientes alheios com a intenção de divulgar a própria crença?

- não, não é, porém é assim que acontece.

se todos se acham capazes de reger os interesses alheios, os EUA não fazem nada de errado ao usar sua infinita superioridade armamentícia para definir o desenvolvimento bélico de possíveis adversários. ahmadinejad até pode espernear, mas se jogar água fora da bacia será o próximo algo.

em outros tempos eu condenaria a invasão, hoje já a aprovo. a alternativa, a autonomia iraniana, não seria uma situação mais conflituosa que a simples intervenção norte-americana? imagino que sim, eu não gostaria de ser alvo de um ataque de muçulmanos do jihad, fanáticos sanguinários, mas até aceitaria sofrer uma intromissão do EUA por dois simples motivos: não teria que aceitar o corão e gosto de rock´n roll.

contudo... israel tem na "américa" um aliado fiel. por quê? seria por dominar economicamente as corporações financeiras ou por serem o povo de deus em luta contra os fariseus?

não importa. se continuarem tão agressivos e violentos, esperarei a coerência da atitude norte-americana e gritarei mais uma vez: invandam-os, yankees, mesmo sabendo que é mais fácil uma guerra mundial entre ocidentais e árabes que israel sofrer com a mesma política aplicada ao iraque. não é certo, mas é assim que acontece.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

invadam-nos, yankees

imagine: os yankess se cansam da nossa indolência em relação à amazônia, ao pantanal, às bacia hidrográficas e, sabendo do sucateamento do nosso exército, resolvem invadir o brasil.

um anarquista ateu com formação marxista, como eu, certamente deveria se alistar nas fileiras rebeldes de resistência, afinal, a liberdade é o bem mais precioso do ser humano. contudo, brado:

- invadam-nos, yankees!

o motivo da minha mudança de posicionamento é simples e prático, relaciona-se à mais profunda característica do brasileiro que é a inutilidade. sim, somos inúteis. o ultrage à rigor foi certeiro ao compor a música sinônima.

a supremacia da política vermelha nos últimos anos me surpreendeu. fizeram, lula e seus companheiros, tudo o que programou o FHC (um direitista), com o diferencial de serem mais incopetentes, mais corruptos, mais coniventes e muito mais totalitários. os norte-americanos gostam tão pouco da esquerda que até seus carros são automáticos para não precisarem apertar a embreagem (o pé esquerdo fica lá, paradinho).

como os brasileiros, historicamente dominados, são incapazes de gerir as próprios obrigações com responsabilidade e igualdade (não falo em assistencialismo eleitoreiro, entenda!), uma invasão yankee nos mostraria como mandar nossos corruptos para a cadeia e não para casa com habeas corpus safados julgados por tribunais burocráticos e insensatos, afinal, libertar bandido por erro técnico é o mesmo que acorbertar suas pilantragens.

aprenderíamos que o serviço público é direcionado ao povo, o soberano do estado, e não aos interesses daqueles que contratam seus comparsas incapazes e fantasmas intuindo geri-los de salários até as próximas eleições, para, então, contar novamente com seu apôio, enquanto as necessidades trabalhistas dos cargos continuam inexequíveis.

saberíamos o que é salário mínimo, plano de habitação, seguro desemprego, reposicionamento laboral, aplicação construtiva dos tributos, não esses arremedos de ações públicas que servem de paleativo contra manifestações populares. por que lá essas coisas funcionam, enquanto aqui estas atitudes quixotescas funcionam apenas como canal para o desvio de recursos nacionais?

pior ainda é ver que prefiro um líder que se exceda sexualmente com a permissiva secretária, gozando em seu vestido, que um presidente carateca aliado à assassinas oligarquias (afinal, Lindolfo, seu avô, matou com um tiro um colega no senado) que tenha f... o povo e volte à cadeira desta apodrecida casa legislativa com o aval alagoano.

não sou um norte-americanista, pelo contrário, desprezo sua prepotência e a intromissão, porém detesto ainda mais a inconsistência e o "revolucionarismo" insusbstancial brasileiro.

Raul Seixas, em música regravada pelos Titãs, afirmou que a solução seria alugar o brasil. bem, até poderíamos fazer isso, mas para tanto precisaríamos da posse desta terra, porém, bem sabemos, a terra pertence aos índios que violentamente matamos, estupramos e expulsamos, além de ainda o considerarmos silvícolas, ou seja, incapazes. seriam mesmo os índios os incapazes?

sábado, 6 de outubro de 2007

tão cansado de brigas, sem inspiração, sem esperança. nada dá certo e o papel higiênico tá acabando.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Mão Branca em hq


o cartun do MB foi o Lucasi quem fez. achei feríssimo. quem sabe não decola numa história?

teve Kiling Travis no Bar do Escritor. sou fan.

veja a HQ O buraco do azeite do zine do bde. a parceria com o Rafael ficou ótima.

tô lá nos Anjos de prata n. 165. cheio de gente boa.

o Crônica candanga vai engrenar. vou dar um gás.

bem, conheçam tb a instituição mão branca. um lugar com os mesmos ideiais que o MB: ajudar a quem precisa, do jeito que dá.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Sarau 100 horas de poesia

O poeta Menezes y Morais está organizando o que deve ser o mais longo Sarau do mundo. Ele já contactou a administração do Guinness Book (Livro dos Recordes). O Sarau da Primavera será realizado das 20h do dia 19 (quarta-feira) à zero hora do dia 23 (domingo) de setembro, no Clube da Imprensa, em Brasília. Serão feitos dezenas de lançamentos e relançamentos de livros e CDs de autores residentes na capital, além de programação cultural paralela.
...
Das 23 às 01 (de quinta-feira, 20) - Mão Branca, Ammenres, Marina Andrade, Timm Martins, Paulo Roberto Macedo e Coletivo de Poetas. O escritor Mão Branca lança o zine Bar do Escritor, de contos e poesias. Ammeres autografa Eva, poesia, edição bilíngue - português/espanhol, com recital. Marina Andradade faz show em homenagem ao poeta Augusto dos Anjos e autografa o CD Versos Íntimos. Minipalestra sobre a vida e a obra de Augusto dos Anjos, por Menezes y Morais.

Prestigiem!

terça-feira, 11 de setembro de 2007

na feira do livro de brasília

nna feira do livro de brasília, da esquerda para a direita: eu, cristiano deveras, larissa markes e roberto klotz.


"registrando"
no manufatura com O homem que olhava para o céu, no livro aberto com Crise de Vireida, no apoenicos com Oportunidades, no contos de cinco palavras com Tentação, na revista lasanha 3 com Reaja e, o mais legal,
no ezine 8 do bar do escritor com a hq O Buraco do Azeite.

o zine zero do BAR DO ESCRITOR já está nas ruas. peça o seu!

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

estou escrevendo o conto Um mijon de vinos en Buenos Aires. acompanhe aqui
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só vi que tava na internerd agora: minha vó clotilde no jonal hoje

domingo, 2 de setembro de 2007

Buenos Aires ao contrario

O portenho espirrou na minha cara.

- Permiso. - Falou.

Oras, claro que não permito. Fechei o cenho. Ele esticou um lenço de seda.

- Sujo. - Disse.

Queria que eu lavasse ou o quê?

Sorriu.

Hunf, esses argentinos são muito antipáticos.

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* o "ao contrario" do título é como os argentinos respondem ao "gracias".